Por que usar nobreak?

19/07/2017 às 17:33

Carlos CruzEngenheiro do Grupo Policom responde e explica benefícios

Rede pública de distribuição que não fornece energia pura e uniforme para equipamentos eletrônicos sensíveis, fazendo com que o cliente se responsabilize pelo estado e funcionamento seguro de seus equipamentos. Essa é uma descrição sumária dos problemas usualmente vivenciados no Brasil, justifica a necessidade de uso de nobreaks e levou o Grupo Policom a desenvolver um simulador de nobreak que, entre outras funções, busca informar os profissionais de operação de edificações e usuários de TI sobre a importàância do uso de nobreaks.

Em decorrência desse cenário, Carlos Cruz, engenheiro de aplicação do Grupo Policom, alinha subtensão, sobretensão, ruídos (interferências), picos (surto de tensão), corte de energia (blackout), distorção harmônica e alteração de frequência, entre outros, como os problemas usuais com relação à  qualidade e ao fornecimento da energia elétrica nas empresas, independentemente do porte. Segundo ele, os cinco primeiros são mais usuais.

A subtensão é o problema mais comum no abastecimento de energia e corresponde a breves reduções nos níveis de tensão. Já a sobretensão, que consiste no aumento da tensão, com duração mínima de 1/120 de segundo, pode provocar danos prematuros nos equipamentos, embora seja menos perniciosa do que o pico de tensão, que é um aumento repentino e substancial da tensão e pode destruir um equipamento eletrônico ou algum de seus componentes. O ruído elétrico que é mais conhecido tecnicamente como interferência eletromagnética e interferência de radiofrequência - explica Cruz - o altera a onda senoidal uniforme que se espera da rede pública de abastecimento. Por sua vez, o corte de energia - conhecido como apagão, é a interrupção total do fornecimento de energia.

A incidência desses problemas é mais usual do que se imagina, comenta Cruz, informando que “estudo realizado pela IBM indica que um sistema normal está exposto a mais de 120 problemas todos os meses, em virtude do suprimento de energia. Os efeitos dos problemas do suprimento de energia elétrica oscilam dos mais sutis (bloqueio de teclado e degradação de hardware) aos mais graves (perda completa de dados ou queima de placas importantes)”.

Como justificativa para uso desses equipamentos, Cruz também cita pesquisa realizada pelo Grupo Yankee, que mostra que “praticamente metade das empresas pesquisadas estimaram os custos do tempo de inatividade dos sistemas em mais de US$ 1.000 por hora e 9% afirmaram que esses custos poderiam chegar a mais de US$ 50.000 por hora. Sempre foi dito que existem dois tipos de usuários de sistemas: os que perderam dados por problemas com o suprimento de energia e os que irão perdê-los”.

Para buscar equacionar essas dificuldades, o nobreak é fundamental, mas a diversidade de modelos e tipos pode ser um complicador para o usuário não-especializado no tema. Segundo cruz, há três tipos mais comuns de nobreaks: stand by, line interactive e dupla conversão online.

A arquitetura do tipo Stand by ou Linha back-ups semisenoidal interativo, por exemplo, permite que o fornecimento de energia para a carga seja dado diretamente através da rede elétrica. “Neste modo de funcionamento não há estabilização da tensão de saída. Quando há alguma falha na rede elétrica, o circuito inversor passa a operar. A carga passa a ser alimentada pelo banco de baterias. Existe um tempo de comutação entre a falha na rede elétrica e a entrada em funcionamento do inversor de 4 a 10 milissegundos. Possui baixo custo, sendo indicada para aplicações residenciais e pequenos escritórios”, detalha Cruz..

A Line interactive ou Linha smart-ups senoidal interativo, por sua vez, possui funcionamento similar à  tecnologia stand-by, porém, “difere na presença de um circuito estabilizador de tensão, que mantém a saída estabilizada. Possui médio custo e é indicada para aplicações de grandes residências, grandes escritórios, áudio, vídeo, salas de computadores, servidores, sistemas de redes de informática comerciais e industriais”, indica o engenheiro do Grupo Policom.

Já a versão dupla conversão online ou linha smart-ups senoidal on-line dupla conversão permite que o fornecimento de energia para a carga seja contínuo, via circuito inversor. “Os distúrbios da rede elétrica não afetam a saída. Com a rede elétrica normal, o inversor é alimentado pelo estágio retificador e o carregador mantém as baterias carregadas. Quando há uma falha na rede elétrica, o inversor passa a ser alimentado pelas baterias. Nesta arquitetura não há interrupção no fornecimento de energia para as cargas durante a comutação entre os modos de funcionamento”, diz Cruz, ressaltando que esta tecnologia é a mais utilizada “para a alimentação de cargas críticas como caixas eletrônicos, máquinas industriais, servidores, equipamentos ativos (switches, roteadores, comutadores e etc.) em Data Centers, equipamentos médicos em clínicas e hospitais”.