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A ver os posts de Julho, 2018

Power over Ethernet – Uma introdução

Por Marcelo Barboza, 23/jul/2018

Há muito tempo o cabo de cobre balanceado, mais conhecido como “cabo de par trançado” ou simplesmente UTP, é utilizado para a transmissão simultânea de informações e energia ao dispositivo remoto. Um exemplo clássico é o velho sistema analógico de telefonia, conhecido na bem-humorada sigla em inglês por POTS (Plain Old Telephone Service, ou ‘velho e simples serviço de telefonia’), onde o aparelho telefônico recebe, junto com os sinais de voz, uma alimentação elétrica em corrente continua proveniente da central, tudo pelo mesmo par de fios de cobre.


Sistemas privados de telefonia analógica (os onipresentes sistemas de PABX) também utilizam essa técnica de energização de aparelhos. Alguns sistemas utilizam até um par adicional do cabo para realizar a alimentação de alguns aparelhos mais “potentes”, como os ramais digitais ou sistemas KS.
Mais recentemente, sistemas de CFTV também começaram a utilizar pares do cabo para alimentar as câmeras através dos cabos de sinal de vídeo. Outros dispositivos utilizados em sistemas de automação também costumam utilizar essa técnica.


E qual a vantagem de se prover a alimentação elétrica ao dispositivo final remotamente, através do cabo de comunicação? Podemos ressaltar algumas:

  • Evitar a necessidade de tomada elétrica ao lado de cada dispositivo e respectivadistribuição de cabos e sua proteção;
  • Evitar a instalação de fontes de energia individuais em cada dispositivo, o querepresentaria menor eficiência e mais pontos de falha em relação a ter uma fontecentralizada;
  • Possibilidade de dotar todos os dispositivos com energia de backup (UPS e/ou gerador)de maneira central;
  • A distribuição de energia em corrente contínua a tensões usualmente menores que 50V é mais segura.


O problema é que historicamente nunca houve uma maneira padronizada de realizar essa alimentação elétrica pelos cabos de dados. Cada fabricante tinha sua própria solução, cada qual utilizando fios, tensões, correntes e proteções únicos, impossibilitando a interoperabilidade.


Com a universalização do protocolo Ethernet (para dados, sons, imagens e controles), tornou-se possível a padronização da alimentação elétrica remota por esse protocolo. Essa técnica de alimentação elétrica através de enlaces de comunicação Ethernet por cabos de par trançado ficou conhecida como PoE – Power over Ethernet. A primeira versão do PoE foi lançada em 2003, sob o padrão IEEE 802.3af. A versão seguinte veio em 2009, com o padrão IEEE 802.3at, ficando conhecido como PoE+ (PoE plus).

Webinar Fluke Networks. Integração com soluções BRADY em identificação.

No início de 2018 a Fluke Networks anunciou uma incrível integração entre os certificadores Versiv e as fibras ópticas CommScope SYSTIMAX, que ultrapassam consideravelmente os limites estabelecidos por norma. Não ficou sabendo? Acesse este link e confira.

Agora a Fluke Networks inova mais uma vez e anuncia a integração entra suas soluções de certificação com as soluções em identificação da BRADY. Esta grande novidade será anunciada em um webinar agendado para o próximo dia 26/07/2018 às 9h.

Faça sua inscrição gratuita aqui.

O Grupo Policom tem orgulho em distribuir no Brasil, há mais de 20 anos, as soluções em certificação de redes Fluke Networks e soluções em identificação Brady. Em 2018 nos tornamos bicampeões na categoria “Maior distribuidor Fluke Networks em volume de vendas da América Latina”.

Conheças os produtos disponíveis nos links abaixo:

SOLUÇÕES FLUKE NETWORKS NO GRUPO POLICOM

SOLUÇÕES BRADY NO GRUPO POLICOM

SOLUÇÕES SYSTIMAX NO GRUPO POLICOM

Fluke está com novo diretor geral para a América Latina

Desde abril, o argentino Hector Trabucco é o diretor geral para América Latina de toda operação de Fluke, Fluke Networks e Tektronics. Entre seus desafios está a manutenção do crescimento contínuo, reforçando a solidez conquistada pela companhia nos 20 anos de presença no continente. “Tenho 25 anos de vivência no mercado de Petróleo e, por isso, sempre fui usuário  – e fã – das ferramentas da Fluke. Agora tenho o desafio de tocar a empresa, trazer novas ideias, para poder contribuir com minha visão de fora do mercado e experimentar novas formas criativas de aproximar a empresa do mercado, gerando maior proximidade com o cliente final via canais de distribuição”, comentou. E o caminho para também alinhar os objetivos da empresa às metas mundiais da companhia, sinalizado pelo executivo, envolve “obter feedback do cliente para alimentar o funil de produtos e entender melhor a estratégia, ajustando estratégias e produtos”.

Além de presidente da Gilbarco Veeder-Root, exerceu posições de liderança em diversas empresas e tem  forte histórico em construção de equipes e em impulsionar crescimento. Formado em Engenharia Industrial pelo Instituto de Tecnologia de Buenos Aires (ITBA) e tem MBA no Centro de Estudos Macroeconômicos da Argentina (Universidade CEMA). O executivo atua no Grupo Fortive há mais de 10 anos e até então estava presidente da Gilbarco Veeder-Root América Latina.

Webinar de Lançamento das Câmeras Termográficas Fixas RSE300 e RSE600

No próximo dia 31 de Julho de 2018 às 10h30, a Fluke do Brasil vai promover o "Webinar de Lançamento das Câmeras Termográficas Fixas RSE300 e RSE600". 

Quando há mais sobre o infravermelho do que parece à primeira vista. Apresentamos as primeiras câmeras de infravermelho da Fluke com suporte e totalmente radiométricas: a série RSE.

Faça a sua inscrição gratuita AQUI.

Para conhecer a linha de produtos FLUKE disponíveis no Grupo Policom, acesse este link.

Fantasmas na rede: websérie do Grupo Policom ensina como solucionar problemas na rede

O Grupo Policom  em parceria com o Professor Ramos (ProfessorRamos.com) lançou websérie que tem como objetivo contribuir para a solução de problemas de ruídos e interferências na rede. Trata-se da “Fantasmas da Rede”, que usa como referência as soluções da NetScout, líder de mercado em soluções para garantia de serviço de redes.

Comercializada pelo Grupo Policom desde início de 2016, a linha de produtos da Netscout compreende soluções capazes de gerar ganhos significativos às empresas e aos provedores de serviços em função de favorecer a gestão de serviços de redes móveis e a identificação de problemas de desempenho na rede, assim como ajudar a rapidamente equacionar problemas que causam interrupções de negócios ou impactam negativamente nos usuários de TI.

“São soluções especialmente projetadas para os times de suporte de TI, operações de data center e também para profissionais que atuam com projetos de novas redes e precisam ter precisão ao definir sua infraestrutura Wi-Fi”, explica Anderson Carvalho, gerente de Marketing do Grupo Policom.

Entre os produtos demonstrados na websérie destacam-se LinkSprinter, LinkRunner G2,  OneTouch e AirCheck G2 – equipamentos portáteis direcionados a testes e análise de redes especialmente projetados para ajudar o dia a dia dos técnicos de suporte de rede e TI, tanto para redes cabeadas quanto Wi-Fi

Com produção de Priscila Nakamura, do Grupo Policom, estes conteúdos são disponibilizados gratuitamente e podem ser acessados pelo endereço www.grupopolicom.com.br/netscout.

Como escritórios centrais e data centers podem coexistir em harmonia

Especialista da CommScope fala sobre os desafios e as soluções para o planejamento e a gestão de serviços convergentes

 

Eduardo A. Estella Lee*

A constante evolução dos serviços de banda larga e as promessas da tecnologia 5G estão forçando os provedores de serviço a oferecerem um crescente mix de serviços em suas redes fixas e móveis. Em inúmeros casos, essa evolução trará a necessidade de aproximar a capacidade de entrega do serviço mais próximo à borda (edge) de rede. Como resultado, operadoras estão sendo forçadas a incorporar funcionalidades de data centers a seus escritórios centrais, juntamente com os serviços tradicionais de telecomunicações.

Essa convergência entre data centers e serviços de telecomunicações impulsionará os provedores de diferentes grupos de fornecedores de serviços a trabalharem em conjunto. No entanto, o desenvolvimento de aplicativos de processamento de dados de baixa latência e serviços de telecomunicações básicos na mesma unidade exigem que as operadoras sustentem o cenário do “rip and replace” (remoção e substituição), típico no data center, ao mesmo tempo que apoia e acompanha a evolução da infraestrutura tradicional dos escritórios centrais para um longo ciclo de vida. Neste artigo, abordaremos alguns dos desafios e projetos de sucesso para o planejamento e gestão de serviços convergentes nos escritórios centrais.

Migração do data center para a borda (edge)

Com a evolução das redes, as operadoras implementam múltiplas redes: fiber-to-the-home (FTTH – fibra para residências, em português), fiber-to-the-business (FTTB – fibra para o ambiente de negócios) e fibra para redes wireless, por exemplo. Os usos desses tipos de rede são diversificados, sendo um deles direcionado para serviços de baixa latência.  A latência é impulsionada pelo número de conversões eletrônicas feitas – o número de saltos que o sinal deve realizar para recuperar e transmitir todos os dados. Cada vez que uma conversão é feita, latência é adicionada. Contudo, a rede 5G não sustenta muitas conversões, por isso, traz a necessidade de ter data centers de borda mais próximos dos usuários.

Para uma operadora, um data center provavelmente ficará localizado em um escritório central, próximo à borda da rede. É nesse local que a operadora terá ao seu dispor os serviços tradicionais (FTTH, voz e vídeo) e também onde hospedará funcionalidades de data center de borda. Esse tipo de data center se conectará a outros centros de dados regionais: data centers de borda hospedarão aplicações que exigem baixa latência, enquanto algumas aplicações irão para data centers regionais. Esses centros regionais poderiam abrigar programas de vídeo menos populares, servidores de e-mail, servidores de SMS e outros serviços nos quais pequenos delays não são críticos. Muitas aplicações de data centers de borda estarão relacionadas à segurança e experiência dos usuários – como em jogos multi-player, de realidade aumentada ou de navegação para carros autônomos.

Considerações sobre os equipamentos

A arquitetura do data center, os padrões e os métodos de operação são bem diferentes da arquitetura e dos padrões dos escritórios centrais. Os data centers têm ciclo de vida curto,  entre 3 e 5 anos, e passam por fases de “desmonte e substituição” (do inglês “rip and replace”) periódicos, enquanto escritórios centrais operam com ciclos de vida de 10 a 20 anos.

Dentro do escritório central, a operadora terá de lidar com um sistema massivo de redes de fibra. Ela deverá ter um gabinete de distribuição de fibras ópticas com alta densidade que ofereça fácil acesso, muita flexibilidade e seja extremamente confiável para suportar um ciclo de 20 anos e ainda aguente múltiplas evoluções nas redes. A densidade e a acessibilidade são cruciais, assim como a confiança na rede, no longo prazo. Acima de tudo, o escritório central que hospeda o data center de borda aparentará algo completamente novo.

Expandindo o conhecimento

Enquanto escritórios centrais voltados à telecomunicações desenvolveram muito conhecimento com gerenciamento e conectividade de fibras ópticas monomodo, adicionar funcionalidades de data center exigirá muitas outras conexões multimodo. Como resultado, o sistema de telecomunicações necessita de evolução em seu sistema de gerenciamento e conectividade de fibra óptica multimodo.

Para suportar serviços habilitados para data centers, a operadora de telecomunicações deve também desenvolver conhecimento em virtualização. Os dias de utilização de inúmeros elementos de redes individuais para desempenho de função de rede única são coisa do passado, e as operadoras estão otimizando seus investimentos de CAPEX virtualizando as funções de redes com softwares em servidores e disseminando programas entre eles na forma de cargas de trabalho, utilizando tecnologias como virtualização das funções da rede e redes definidas por softwares (do inglês Software-defined networking -SDN). Os recursos de virtualização são mais rentáveis, utilizam menos espaço e geram custos menores.

Planejamento

Embora não seja possível saber do futuro, há três pontos para tentar entendê-lo: flexibilidade, densidade e acessibilidade.

- Flexibilidade – O uso dos conectores multifiber push-on (MPO) para cabos de fibra e patch cords deixam muito mais fácil e rentável a mudança de configuração, quando necessária. Painéis que incluem módulos que possibilitam facilmente alterações de LC para MPO e de volta ao LC, enquanto utilizam o mesmo cabo backbone, são cruciais com a evolução constante das fibras ópticas multimodo usadas em servidores de data centers e switches.

- Densidade – As operadoras devem optar por plataformas de fibra com a mais alta densidade e equipamentos de switch que possibilitam o crescimento futuro de conectividade para a entrega do serviço. Também devem optar pelo uso de equipamentos de multiplexação por divisão de comprimentos de onda para aumentar a capacidade de tráfego em redes de fibra já existentes.

-Acessibilidade – As operadoras devem optar por utilizar painéis de fibra e estruturas que maximizem o acesso às conexões de fibra.

Trabalhando com os parceiros corretos

Com relação à escolha certa na evolução da arquitetura do escritório central, as operadoras devem trabalhar com provedores de equipamento que oferecem tanto soluções de data center quanto o sistema de telecomunicações tradicionais e que estejam no mercado há décadas. Esses provedores possuem histórico e experiência para aconselhar as operadoras da melhor forma possível.

Por fim, a previsão da demanda é um desafio, assim como a junção da atual e de futuras tecnologias devem entrar na mesma equação. A flexibilidade e a capacidade de adaptação da infraestrutura que permitem aos provedores adequar e personalizar rapidamente seus serviços às demandas do cliente se mostrará essencial para a criação de um bem-sucedido plano de ação.

*Eduardo A. Estella Lee é diretor para a área de produtos de conectividade da CommScope para as regiões da América Latina e Caribe